sexta-feira, 29 de junho de 2012

no inicio nossa pequena trupe de três atores ou melhor, desta vez, dois atores (eu estou na direção) que se redescobriam a cada novo ensaio, a cada nova limitação, pareciam almas confusas de seu "in carn". pegamos o texto e decidimos pela repetição da primeira cena, achamos que nela está a essência do que tem que ser dito. assim o fizemos. O Evalmir representa o arrogante e frágil velhinho "Afrânio", o Xico representa o mordomo "Wilson". após ler e ler e ler... optamos por encontrar eixos de apoio para a postura corporal baseadas na possível deformaçao que o tempo impõe através dos gestos repetitivos. È o primeiro trabalho (sério) do xico nos palcos e a primeira vez que os dois atores trocam figurinhas no palco. Sinto que vai rolar. O Evalmir que no início me pareceu inclinado a não progredir, e mais ainda em querer teimar com o direcionamento do espetáculo, agora parece-me sereno, seguro de si e do personagem.

   Fizemos uma brincadeira em que os personagens trocavam de atores e eles pareciam tão seguros do personagem do outro. será esse o caminho? O dia do espetáculo se aproxima e a anciedade aumenta como um pênis dentro de uma cueca apertada. espero que os deuses do teatro estejam conosco no dia da grande glória. Evôé!!! muita merda para todos nós!