no inicio nossa pequena trupe de três atores ou melhor, desta vez, dois atores (eu estou na direção) que se redescobriam a cada novo ensaio, a cada nova limitação, pareciam almas confusas de seu "in carn". pegamos o texto e decidimos pela repetição da primeira cena, achamos que nela está a essência do que tem que ser dito. assim o fizemos. O Evalmir representa o arrogante e frágil velhinho "Afrânio", o Xico representa o mordomo "Wilson". após ler e ler e ler... optamos por encontrar eixos de apoio para a postura corporal baseadas na possível deformaçao que o tempo impõe através dos gestos repetitivos. È o primeiro trabalho (sério) do xico nos palcos e a primeira vez que os dois atores trocam figurinhas no palco. Sinto que vai rolar. O Evalmir que no início me pareceu inclinado a não progredir, e mais ainda em querer teimar com o direcionamento do espetáculo, agora parece-me sereno, seguro de si e do personagem.
Fizemos uma brincadeira em que os personagens trocavam de atores e eles pareciam tão seguros do personagem do outro. será esse o caminho? O dia do espetáculo se aproxima e a anciedade aumenta como um pênis dentro de uma cueca apertada. espero que os deuses do teatro estejam conosco no dia da grande glória. Evôé!!! muita merda para todos nós!
Desculpa Mikeas, mas essa não e meu primeiro trabalho, participei da peca "hypnus vacivus" pela Companhia Argonautas, esse espetáculo foi premiado pelo edital Claudio Barradas para a montagem...
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